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Cottonbaby amplia venda direta e transforma e-commerce em laboratório de produtos

Nova operação reúne mais de 150 SKUs do Grupo em um único ambiente digital e será lançada oficialmente em setembro com distribuição para todo o país

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 125 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 24,37% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, ABIACOM. De olho na expansão desse canal, a Cottonbaby centralizou a venda direta das marcas do Grupo em uma plataforma própria, que já está em operação e será oficialmente lançada ainda em setembro. A estrutura reunirá mais de 150 SKUs e terá distribuição para todo o território nacional, além de funcionar como fonte de dados sobre o comportamento dos consumidores e ambiente para testar produtos e categorias.

Segundo Alex Rebelo, gerente de Trade Marketing da Cottonbaby, a estratégia não representa uma substituição do varejo tradicional, responsável por sustentar a trajetória de mais de 30 anos da companhia. “O digital nos permite criar uma conexão mais próxima com o consumidor final e entender melhor suas necessidades e comportamentos. Isso pode trazer mais velocidade e assertividade para decisões relacionadas ao portfólio, à comunicação e à inovação, beneficiando todo o Grupo”, afirma.

A plataforma concentrará produtos das marcas e linhas Cottonbaby, Lady, Materna, Snoopy e CBSkin. Além do portfólio regular, cada uma poderá oferecer kits exclusivos e lançar SKUs desenvolvidos especificamente para o comércio eletrônico. A intenção também é aumentar a circulação entre categorias, permitindo, por exemplo, que um consumidor que procure um produto Cottonbaby seja apresentado a itens de outras marcas do Grupo.

Para desenvolver a operação, a companhia afirma ter analisado referências nacionais e internacionais de comércio eletrônico, mas optou por construir uma experiência baseada na identidade do Grupo e nas características de cada marca. A estrutura contempla ainda picking e packing, ampliação de equipe, espaço físico e estoques, além da adoção de novas plataformas e ferramentas para melhorar a usabilidade e sustentar o crescimento da operação. A empresa não divulga o valor aportado no projeto.

Além da geração de receita, uma das principais funções do canal será ampliar o acesso da indústria a informações que, no modelo tradicional, tendem a ficar distribuídas ao longo da cadeia. Produtos mais procurados, combinações de categorias, frequência de recompra, preferências e diferenças entre perfis de consumidores estão entre os indicadores que poderão ser acompanhados diretamente.

“A venda direta abre um canal muito mais próximo com quem efetivamente compra e utiliza os nossos produtos. Os feedbacks permitem entender o que pode ser melhorado no produto, na embalagem, na comunicação ou na própria experiência de compra”, diz Rebelo.

Alex Rebelo, gerente de Trade Marketing da Cottonbaby. Foto: Divulgação / Cottonbaby.

Essas informações também poderão ser utilizadas para avaliar lançamentos antes de uma distribuição mais ampla. A companhia pretende testar no ambiente digital novos itens, categorias, embalagens, kits e campanhas, acompanhando a reação do público antes de avançar para outros canais. A estratégia se soma a processos de cocriação já utilizados pela empresa. Segundo a Cottonbaby, as linhas Snoopy e Materna tiveram participação de mães de diferentes regiões do país durante seu desenvolvimento.

A CBSkin está entre as marcas que deverão explorar essa integração de forma mais intensa. Na avaliação da empresa, segmentos como skincare e body care demandam explicações sobre benefícios, formas de uso e composição que nem sempre encontram espaço suficiente nas gôndolas. Loja virtual, redes sociais e influenciadores passam, dessa forma, a atuar de maneira complementar na apresentação dos produtos.

A operação terá entregas em todo o Brasil por meio de parceria com uma das maiores transportadoras da América Latina, segundo a companhia. A estrutura logística foi organizada para operar em padrões semelhantes aos utilizados pelos principais marketplaces do país e também deverá ampliar o acesso ao portfólio em regiões onde determinadas linhas ainda não estão disponíveis integralmente no varejo físico.

Mesmo com a expansão da venda direta, supermercados, farmácias, distribuidores e demais parceiros continuam fazendo parte da estratégia comercial. “O nosso objetivo é administrar essa relação de forma equilibrada, fazendo com que os canais se fortaleçam mutuamente. Existem diferenças entre o comportamento de quem compra no varejo físico e de quem compra online, o que permite desenvolver estratégias específicas para cada ambiente”, afirma Rebelo.

A centralização também deverá reduzir a necessidade de estruturas digitais independentes para cada marca e integrar gestão de estoque, pedidos, logística e marketing. Os canais online já estão entre os que mais crescem no Grupo na comparação com o ano anterior, de acordo com a empresa, que projeta aumento gradual da participação digital nos negócios nos próximos anos, embora ainda não divulgue uma meta de participação do e-commerce no faturamento.

Para a Cottonbaby, o desempenho da operação será acompanhado não apenas pela receita, mas também pelo número de novos compradores alcançados, pela expansão geográfica e pela quantidade de informações capazes de orientar decisões de portfólio e estratégias nos demais canais.

“O digital será mais uma ferramenta para tornar nosso propósito de cuidar de todos por toda a vida possível. Não enxergamos uma substituição entre canais. Independentemente de a ponte até o consumidor ser física ou digital, queremos estar mais disponíveis e próximos das pessoas”, pontua Rebelo.

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Cottonbaby
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