Personal care em transformação: Suzano, Klabin, Essity e Fitesa debatem futuro do setor em painel moderado por Felipe Quintino na Fastmarkets RISI 2026
Painel discutiu o avanço da China na produção de fluff, os efeitos da guerra tarifária e o futuro da cadeia de suprimentos de personal care
Felipe Quintino, CEO do Nexum Group e fundador do Portal Personal Care, moderou nesta terça-feira (11) o painel “Personal Care and Non-Wovens: Industry Perspectives”, durante a Fastmarkets Forest Products Latin America Conference 2026, em São Paulo. A conversa reuniu representantes da Suzano, Klabin, Essity e Fitesa para discutir as transformações que atravessam a indústria de higiene, da dinâmica de matérias-primas às exigências crescentes de sustentabilidade.
Participaram do painel Guilherme Melhado, Global Fluff Pulp Director da Suzano; Henrique Braga, General Manager Pulp Business Unit da Klabin; Priscila Ramos, Brand Manager – Libresse da Essity; e Mateus Mesquita Inácio, COO da Fitesa.
Um dos temas centrais foi o avanço da produção local de celulose fluff na China, impulsionado pela guerra tarifária com os Estados Unidos. Segundo Melhado, o país passou a incorporar celulose de fibra curta e alcalina em blends para painéis absorventes, um movimento que já representa cerca de 200 mil toneladas de produtos exportados globalmente e que levanta questões sobre o futuro da indústria de fluff destinada a produtores OEM.
Braga, da Klabin, destacou os 10 anos da operação de fluff da companhia e o processo de homologação junto a clientes internacionais, hoje praticamente concluído com os principais players globais. Ele também apontou a mudança no perfil de demanda chinês, com queda nos nascimentos e crescimento acelerado da incontinência adulta, além do impacto da guerra no Oriente Médio sobre o custo do SAP.
Pela Essity, Priscila Ramos reforçou a centralidade do consumidor nas decisões da companhia, citando a busca por produtos mais finos nas marcas Libresse e TENA.
Melhado ainda destacou o potencial da celulose fluff de eucalipto no controle de odor, atribuído ao maior teor de hemicelulose da fibra, uma frente que a Suzano vem explorando junto a clientes.
O painel também trouxe a perspectiva da Fitesa sobre a presença de nonwovens em outros setores além do personal care, como o automotivo, ampliando o olhar sobre as diferentes aplicações da cadeia.
A conferência segue até esta quarta-feira (12), com discussões sobre celulose, papel e as demais cadeias produtivas ligadas à indústria florestal na América Latina.









