As fraldas descartáveis mantiveram protagonismo entre os não medicamentos que mais movimentaram receita nas farmácias brasileiras em 2025. Levantamento da Close-Up International aponta que as 20 marcas líderes da categoria — que inclui itens de higiene pessoal, perfumaria e suplementação — somaram R$ 9,83 bilhões em vendas no ano, frente a R$ 9,09 bilhões em 2024.
Dentro desse universo, o segmento de fraldas infantis e produtos para incontinência urinária segue como um dos principais vetores de receita no canal farma.
A Pampers, marca de cuidados infantis da P&G, manteve a primeira posição no ranking geral, com cerca de R$ 1,44 bilhão movimentado em 2025. O crescimento foi de 0,16% em relação ao ano anterior, indicando estabilidade na liderança.
Na segunda colocação, a Huggies, da Kimbelry-Clark, apresentou desempenho mais acelerado. A marca alcançou R$ 944,3 milhões em vendas, com alta de 17,86%, ritmo significativamente superior ao da principal concorrente e que reforça a intensificação da disputa por participação no segmento de fraldas descartáveis.
Apesar do avanço agregado do mercado, algumas marcas registraram queda de desempenho. A TENA, voltada ao segmento de incontinência urinária adulta da Essity, ocupou a 7ª posição, com retração de 2,89%.
Já a Babysec, marca de fraldas infantis da Softys, com a linha Ultra, apareceu em 9º lugar, apresentando recuo de 6,16% nas vendas. O movimento sinaliza maior pressão competitiva tanto no segmento infantil quanto no adulto, em um ambiente de consumidor mais atento a preço, valor agregado e diferenciação de produto.
AUTOCUIDADO SUSTENTA AVANÇO DOS NÃO MEDICAMENTOS
A dinâmica do canal farma também está associada à consolidação do autocuidado como hábito de consumo. “A jornada do paciente mudou nos últimos anos, com um aumento claro na busca por prevenção. A pandemia acendeu um alerta sobre imunidade e comorbidades, reforçando a percepção de que é preciso cuidar melhor da saúde, o que sustenta o avanço dos não medicamentos”, analisou o consultor Paulo Paiva.
No contexto de personal care, esse comportamento reforça a relevância de categorias recorrentes que combinam conveniência, higiene e cuidado diário.
O levantamento evidencia que, embora o mercado de não medicamentos avance em valor, o crescimento é desigual entre as marcas. Para fabricantes e fornecedores da cadeia de personal care, o cenário aponta para a necessidade de inovação, eficiência operacional e estratégias mais assertivas no canal farma para sustentar competitividade nos próximos ciclos.









