A busca por ambientes de trabalho que valorizem bem-estar, vínculos humanos e equilíbrio entre vida pessoal e profissional tende a se intensificar em 2026. De acordo com o relatório Global Talent Trends, do LinkedIn, 87% dos profissionais consideram políticas de qualidade de vida decisivas para permanecer em uma empresa, sinalizando uma mudança estrutural nas relações de trabalho.
Para Larissa Mota, CEO do Grupo Exímia, empresa especializada em BPO de folha de pagamento, esse movimento vai além da oferta de benefícios pontuais e exige uma revisão profunda das práticas corporativas. “As pessoas não querem apenas benefícios isolados. Elas buscam trabalhar em lugares que entendam suas dinâmicas familiares, que respeitem seus limites e que ofereçam condições emocionais adequadas para que possam performar bem. Empresas que não evoluírem nesse sentido inevitavelmente perderão competitividade”, afirmou.
Dados de mercado reforçam essa leitura. Um estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA) aponta que organizações com práticas consistentes de bem-estar registram até 34% mais engajamento, além de menor rotatividade. Segundo Larissa, o impacto tende a ser ainda mais significativo em empresas de médio porte, que historicamente demonstraram resistência à adoção de políticas de integração, mas agora passam a reconhecê-las como parte essencial da cultura organizacional.
Além do engajamento, ações voltadas à aproximação entre colaboradores e suas famílias também ganham espaço como estratégia de fortalecimento dos vínculos internos. “Não estamos falando de iniciativas pontuais, mas de criar espaços onde relações humanas sejam realmente valorizadas. Isso impacta diretamente o sentimento de pertencimento, a motivação e o clima”, explicou a executiva.
Como exemplo dessa tendência, a CEO cita uma ação realizada pelo Grupo Exímia em outubro de 2025, quando a empresa promoveu uma manhã de integração entre colaboradores e seus filhos, com atividades lúdicas e visita ao ambiente de trabalho. “Esse tipo de iniciativa ajuda as pessoas a conectarem propósito profissional e vida pessoal de maneira mais saudável e natural. E tende a se tornar cada vez mais comum no mercado”, comentou.
Na avaliação de Larissa Mota, em 2026 o bem-estar deixará de ser um diferencial competitivo e passará a ser uma exigência básica. Empresas que não adotarem práticas consistentes devem enfrentar maior dificuldade para atrair e reter talentos, enquanto aquelas que internalizarem essa mudança tendem a construir equipes mais engajadas e ambientes de trabalho mais estáveis.
“Investir em bem-estar não é apenas uma questão de cuidado com as pessoas, é uma estratégia essencial para garantir sustentabilidade e crescimento da empresa no longo prazo”, concluiu a executiva.


