A Essity anunciou a ampliação de sua estratégia global de descarbonização industrial com a entrada em operação de duas instalações de energia de biomassa em unidades produtivas localizadas na França. O movimento reforça a agenda de sustentabilidade da companhia e sua meta de atingir emissões líquidas zero até 2050.
Os novos sistemas foram implementados nas fábricas de Kunheim, na região da Alsácia, e Le Theil-sur-Huisne, na Normandia. As instalações possuem capacidade de 7 MW e 5,8 MW, respectivamente, permitindo que entre 70% e 75% da demanda de vapor industrial dessas plantas seja abastecida por biomassa renovável de origem local.
Segundo a empresa, os projetos devem reduzir em até 53% o consumo de gás natural das operações e diminuir em até 42% a pegada de carbono das máquinas de papel utilizadas na fabricação de produtos tissue de marca própria, incluindo papel higiênico, papel toalha e lenços de papel.
A iniciativa faz parte da estratégia da Essity de substituir progressivamente combustíveis fósseis por fontes renováveis em sua cadeia industrial. O projeto recebeu apoio financeiro da União Europeia e do governo francês, por meio de programas voltados à transição energética industrial.
Em comunicado, Sahil Tesfu, Chief Strategy and Sustainability Officer da Essity, afirmou que a descarbonização das operações é um dos pilares centrais da estratégia de sustentabilidade da companhia. O executivo destacou que a expansão do uso de energia renovável também contribui para aumentar a competitividade e a resiliência operacional da empresa.
O avanço ocorre em um momento em que grandes grupos globais de higiene e personal care intensificam investimentos em eficiência energética e redução de emissões para atender metas climáticas, exigências regulatórias e demandas de varejistas e consumidores por produtos de menor impacto ambiental.
A Essity tem ampliado globalmente sua agenda ESG nos últimos anos. Em 2024, a companhia teve suas metas climáticas validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi), incluindo o compromisso de reduzir em 35% as emissões dos escopos 1, 2 e 3 até 2030, considerando como base o ano de 2016.



