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Essity amplia debate sobre incontinência urinária na Costa Rica diante de alta incidência global

Com mais de 425 milhões de pessoas afetadas no mundo, condição ainda enfrenta estigma e baixa busca por diagnóstico, segundo dados da companhia

A Essity reforçou, ao longo do mês mundial da incontinência, celebrado em março, a necessidade de ampliar a conscientização sobre a condição, que afeta milhões de pessoas globalmente, impacta a qualidade de vida e ainda é cercada por estigma. A iniciativa, conduzida por meio da marca TENA, tem como foco estimular o acesso à informação, incentivar o diagnóstico e ampliar o debate público sobre o tema.

De acordo com dados globais da companhia, mais de 425 milhões de pessoas vivem com algum grau de incontinência urinária no mundo. O volume evidencia a dimensão do desafio para sistemas de saúde e para a indústria de cuidados pessoais, especialmente diante do envelhecimento populacional e da crescente demanda por soluções específicas.

Na Costa Rica, indicadores locais reforçam essa tendência. Estudos apontam que a condição está presente em uma parcela significativa da população acima de 65 anos, com potencial de afetar a rotina, a autonomia e o bem-estar dos pacientes.

Apesar da incidência elevada, especialistas alertam que uma parcela relevante dos casos não chega aos sistemas de saúde. Entre os fatores estão o constrangimento, a desinformação e a percepção de que a condição faz parte do processo natural de envelhecimento, o que retarda a busca por orientação médica e tratamento adequado.

Segundo Esteban Pérez, coordenador da TENA na Costa Rica, o silêncio em torno do tema ainda representa um dos principais obstáculos. “A incontinência urinária é uma condição muito mais comum do que muitas pessoas imaginam, mas continua sendo um tema sobre o qual se fala pouco. Essa falta de diálogo faz com que muitas pessoas vivam com a condição em silêncio, sem saber que existem soluções e alternativas que podem melhorar significativamente seu bem-estar”, explicou.

Além das implicações clínicas, a incontinência urinária influencia diretamente o comportamento e a participação social. Pessoas que convivem com a condição tendem a restringir atividades do dia a dia, como exercícios físicos, deslocamentos e encontros sociais, o que amplia os impactos emocionais e reduz a qualidade de vida.

A prevalência também varia entre os públicos. Mulheres concentram a maior incidência, influenciadas por fatores como gestação, pós-parto e alterações hormonais ao longo da vida. Em determinados casos, os sintomas podem se intensificar após a menopausa, exigindo acompanhamento e soluções específicas.

CONSCIENTIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA AMPLIAR O ACESSO

Dados da rede pública de saúde costarriquenha mostram atendimentos relacionados à incontinência urinária nos últimos anos, mas especialistas indicam que esses números não refletem a totalidade dos casos existentes. A lacuna entre incidência e diagnóstico reforça a necessidade de ações educativas e de comunicação mais amplas.

Nesse contexto, a estratégia da Essity está centrada na normalização do tema, com foco em informação qualificada e no estímulo à busca por orientação profissional. A abordagem também dialoga com o desenvolvimento de soluções que permitam aos usuários manter uma rotina ativa, com mais conforto e segurança.

Para Pérez, ampliar a visibilidade do tema é um passo essencial para mudar esse cenário. “Falar abertamente sobre a incontinência urinária é fundamental para reduzir o estigma que ainda existe em torno dessa condição. Informar e normalizar a conversa permite que mais pessoas busquem apoio, tenham acesso a soluções adequadas e mantenham uma vida ativa e plena”, acrescentou.

O avanço do debate sobre incontinência urinária tende a ganhar relevância nos próximos anos, impulsionado tanto por fatores demográficos quanto pela evolução do portfólio de produtos e pela atuação da indústria em iniciativas de conscientização.

Fonte
Delfino
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