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P&G mantém plano de cortar até 7 mil cargos administrativos até 2027, mas não divulga detalhes

Empresa confirma que os desligamentos integram nova reestruturação global com custo estimado de até US$ 1,6 bilhão em dois anos

A Procter & Gamble, maior fabricante mundial de bens de consumo, reiterou nesta semana seu plano de reduzir em até 7 mil postos de trabalho não relacionados à manufatura até o final do ano fiscal de 2027. A companhia, no entanto, não divulgou detalhes sobre como e onde os cortes serão implementados.

A medida faz parte do plano global de reestruturação anunciado em junho de 2025, focado em portfólio e produtividade. De acordo com a empresa, o objetivo é melhorar a estrutura de custos e a competitividade organizacional diante de um cenário de margens pressionadas, demanda instável e custos mais altos com tarifas.

A P&G estima que os custos com a reestruturação ficarão entre US$ 1 bilhão e US$ 1,6 bilhão antes dos impostos, ao longo de dois anos. Cerca de metade desse montante deve ser registrado até o final do ano fiscal de 2026; o restante, em 2027.

Com sede em Cincinnati, Ohio, nos Estados Unidos, a empresa emprega aproximadamente 100 mil pessoas em todo o mundo e atua em diversas categorias de consumo, incluindo produtos de papel tissue, cuidados pessoais descartáveis, limpeza e higiene.

Segundo a apresentação divulgada pela companhia, o plano busca “focar o portfólio e a organização para melhorar a estrutura de custos e a competitividade”, em uma estratégia que combina revisão de categorias, simplificação operacional e ajustes na estrutura corporativa.

Embora não haja indicação de impactos nas operações industriais, a reestruturação é acompanhada de perto por analistas e investidores, dado seu potencial de impacto na eficiência global da companhia e na condução de suas marcas em mercados estratégicos, como Estados Unidos e Canadá.

Fonte
P&GFox 19
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