A Procter & Gamble informou que espera um impacto negativo de aproximadamente US$ 150 milhões em seus resultados fiscais devido ao aumento dos custos logísticos e de matérias-primas provocado pela guerra no Irã. A pressão ocorre em meio às disrupções na cadeia global de suprimentos e à alta dos preços ligados ao petróleo.
Segundo o CFO, Andre Schulten, os efeitos do conflito vão além da valorização do petróleo, afetando diretamente a disponibilidade de insumos e a operação de fornecedores. O executivo afirmou que alguns parceiros deixaram temporariamente de fornecer materiais, enquanto determinadas instalações industriais foram comprometidas pela guerra.
A companhia destacou que o cenário tem pressionado custos relacionados a transporte, logística e aquisição de matérias-primas. O aumento do preço do diesel também elevou os gastos com distribuição de produtos acabados. Além disso, mudanças emergenciais levaram a empresa a utilizar rotas menos eficientes, ampliando prazos de entrega e níveis de estoque.
Para reduzir os impactos, a P&G informou que está reformulando produtos, diversificando sua base de fornecedores e buscando ganhos de produtividade de curto prazo. A estratégia inclui substituir determinados insumos indisponíveis por alternativas capazes de manter o desempenho dos produtos, ainda que com custos adicionais.
O executivo alertou ainda que, caso o petróleo Brent alcance uma média próxima de US$ 100 por barril, o impacto anual para a companhia pode chegar a US$ 1 bilhão após impostos, considerando que antes da guerra os preços estavam na faixa de US$ 60 por barril.
A situação reforça a preocupação crescente entre empresas de bens de consumo e personal care sobre a vulnerabilidade das cadeias globais de abastecimento diante de conflitos geopolíticos e volatilidade nos custos de energia e petroquímicos.



