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88% dos cuidadores de pessoas com incontinência relatam impactos físicos e emocionais no Brasil, aponta TENA

Levantamento da marca da Essity mostra sobrecarga na rotina de cuidado e reforça demanda por capacitação diante do envelhecimento da população

A marca TENA, marca de produtos para incontinência urinária em adultos da Essity, divulgou dados da pesquisa “Hábitos & Atitudes dos Cuidadores”, que aponta que 88% dos cuidadores de pessoas com incontinência urinária no Brasil enfrentam impactos físicos e emocionais na rotina. O levantamento foi realizado em janeiro de 2026, em parceria com a MindMiners, e analisou os hábitos e desafios de quem presta assistência frequente a esse público no país.

O estudo ganha relevância em um contexto de envelhecimento acelerado da população brasileira. Dados do IBGE indicam que o número de pessoas com 60 anos ou mais mais que dobrou nas últimas décadas, passando de 15,2 milhões em 2000 para 33 milhões em 2023, com projeções que apontam crescimento contínuo nas próximas décadas.

A pesquisa ouviu 500 cuidadores, sendo profissionais ou familiares, que prestam assistência ao menos quatro vezes por semana. Os dados mostram que a atividade é frequentemente conciliada com outras demandas: 57% dos entrevistados também exercem trabalho remunerado, enquanto 16% são estudantes.

A dedicação ao cuidado é significativa. Segundo o levantamento, 34% dedicam entre três e cinco horas por dia à função, 26% entre seis e oito horas, e 16% atuam em tempo integral. Entre as principais atividades estão administração de medicamentos, preparo de refeições, acompanhamento a consultas médicas, além de apoio à higiene e mobilidade.

Entre os principais efeitos da rotina, a redução do tempo pessoal aparece como o mais recorrente, citado por 50% dos cuidadores. O desgaste físico é mencionado por 49%, com maior incidência entre mulheres, enquanto o estresse emocional atinge 48% dos entrevistados. Apenas 12% afirmam não perceber impactos relevantes.

Os reflexos também aparecem na saúde dos cuidadores. Estresse (53%), dores nas costas ou articulações (50%), alterações no sono (47%) e ansiedade (47%) estão entre os sintomas mais frequentes.

Outro ponto de atenção é a qualificação: seis em cada dez cuidadores atuam sem formação específica, o que pode ampliar a sobrecarga e os riscos associados à atividade.

Algumas tarefas são percebidas como mais desafiadoras no dia a dia. O banho lidera como a atividade mais complexa, citado por 49% dos entrevistados, seguido pela higiene íntima (46%) e pela locomoção (43%).

Para a enfermeira Patrícia Fera, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp e consultora de TENA, o cuidado exige preparo técnico e atenção contínua. “Cuidar é uma atividade nobre, mas que envolve responsabilidade e preparo técnico. A falta de orientação adequada pode gerar insegurança, desgaste emocional e riscos evitáveis no dia a dia”, afirmou.

A especialista também destaca a importância de atenção à saúde do próprio cuidador. “O cuidado contínuo exige atenção não apenas à pessoa assistida, mas também à saúde mental de quem cuida. É comum observar altos níveis de estresse e dificuldades de conciliação com o trabalho”, explicou.

CAPACITAÇÃO E SUPORTE GANHAM ESPAÇO

Diante desse cenário, a TENA disponibiliza o programa on-line “Cuidado & Conforto com TENA”, voltado à capacitação de cuidadores familiares e profissionais. O conteúdo é oferecido em formato de videoaulas e aborda temas como higiene íntima, prevenção de lesões, mobilidade, organização da rotina e bem-estar.

A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para rotinas de cuidado mais seguras, acompanhando a crescente demanda por suporte qualificado em um mercado impactado pelo envelhecimento populacional.

Além disso, a marca também mantém ações de conscientização voltadas à proteção da pessoa idosa, como campanhas alinhadas ao Junho Violeta, reforçando a importância do cuidado responsável e do apoio aos cuidadores no país.

Fonte
PR Newswire
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