A reflexão sobre saúde menstrual tem ganhado espaço no debate público e se conectado cada vez mais a temas estruturantes, como dignidade, educação e direitos humanos. No Chile, uma pesquisa realizada pela Essity, empresa global de higiene e saúde, mostra que a menstruação ainda é atravessada por inseguranças, falta de informação e barreiras socioculturais que impactam a vida cotidiana de meninas, adolescentes e mulheres.
De acordo com o “Estudo da Mulher Chilena”, mais de 60% das mulheres consideram que temas relacionados à menstruação são de interesse público e deveriam ser discutidos com mais frequência. Apesar dos avanços, 9% das entrevistadas afirmam sentir-se inseguras durante o período menstrual, principalmente devido ao medo de manchas em público e à dificuldade de tratar o assunto com naturalidade.
Os dados revelam que, embora persistam situações de vergonha e silenciamento, cresce a compreensão de que o acesso à informação e ao diálogo são fundamentais para reduzir a insegurança e fortalecer a autonomia de quem menstrua.
O levantamento aponta que sete em cada dez chilenas acreditam que a menstruação deve ser abordada com mais naturalidade. Além disso, nove em cada dez consideram o autocuidado íntimo fundamental para o bem-estar. Esse movimento, segundo o estudo, demonstra que educação, orientação adequada e ambientes de apoio contribuem para experiências mais positivas e seguras.
A tendência acompanha discussões globais sobre saúde menstrual como parte do direito à saúde, à participação social e à igualdade de oportunidades, especialmente entre adolescentes em idade escolar e mulheres em contextos vulneráveis.
EMPRESAS E RESPONSABILIDADE NO CONTEXTO DOS DIREITOS HUMANOS
O debate sobre saúde menstrual não se restringe ao poder público. A Essity destaca que empresas do setor também desempenham um papel importante na garantia de acesso à informação, produtos adequados e ambientes acolhedores.
A companhia integra o Pacto Global das Nações Unidas e orienta suas práticas pelos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU, além de seguir diretrizes da OIT e da OCDE. A metodologia reforça a necessidade de alinhamento entre práticas corporativas e impacto social, sobretudo em temas que influenciam diretamente a dignidade e o bem-estar.
Os dados do estudo reforçam que o avanço na agenda de saúde menstrual é um desafio coletivo. Garantir acesso à informação confiável, produtos adequados e suporte educacional contribui para que mais mulheres vivam o ciclo menstrual com segurança, autonomia e qualidade de vida.
Como destaca Palmira Camargo, vice-presidente de Comunicação Corporativa para Bens de Consumo das Américas da Essity, “informar não é apenas visibilizar: é possibilitar experiências mais dignas”.









