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P&G cresce no 4º tri fiscal com alta em vendas orgânicas e lucro por ação

Desempenho positivo em cuidados pessoais, tissue e demais categorias impulsiona resultados; empresa projeta crescimento contínuo em 2026 com foco em produtividade e portfólio estratégico

A Procter & Gamble reportou crescimento de 2% nas vendas orgânicas e de 17% no lucro por ação diluído no quarto trimestre fiscal de 2025, encerrado em junho, impulsionada por aumento de preços e mix favorável. A receita líquida foi de US$ 20,9 bilhões, enquanto o EPS core avançou 6% no período. O fluxo de caixa operacional atingiu US$ 5 bilhões e a margem operacional core cresceu 150 pontos-base, refletindo forte desempenho em produtividade.

DESEMPENHO POR SEGMENTO

Beauty: as vendas orgânicas subiram 1%. No subsegmento de Hair Care, os resultados ficaram estáveis, com crescimento na América Latina e Europa compensando a queda de volume na América do Norte e China. Em Personal Care, houve avanço de um dígito, impulsionado por maior volume na América do Norte. Skin Care ficou estável, com crescimento de volume na China sendo neutralizado por queda nos EUA e mix desfavorável.

Grooming: teve alta de 1% nas vendas orgânicas, com preços puxados por inovação. O desempenho foi parcialmente limitado pela queda de volume em aparelhos e dispositivos.

Health Care: cresceu 2% no trimestre. Oral Care avançou com melhora no mix derivada de lançamentos premium. Já Personal Health Care teve crescimento modesto, com impacto positivo de preços compensando o menor volume devido à menor incidência de gripes e resfriados na América do Norte.

Fabric and Home Care: também cresceu 1% em vendas orgânicas. Fabric Care foi impulsionada por inovação e desempenho sólido na América do Norte. Home Care avançou com crescimento de volume nos EUA e Europa.

Baby, Feminine and Family Care: o segmento cresceu 1% em vendas orgânicas. Feminine Care foi o destaque, com preços mais altos e mix favorável. Family Care (papel tissue) também teve alta, puxada por aumento de volume. Baby Care apresentou retração leve devido à queda de volume na América do Norte.

ESTRATÉGIA E REESTRUTURAÇÃO

A P&G reforçou seu compromisso com um portfólio de categorias de uso diário de alta performance, sustentado por ganhos de produtividade e reinvestimento estratégico. A margem operacional core do trimestre subiu 150 pontos-base, com ganhos de produtividade de 560 pontos-base, compensando custos com commodities, tarifas e reinvestimentos em produto e embalagem.

A empresa também concluiu a reestruturação de portfólio em mercados emergentes, incluindo a liquidação das operações na Argentina e ajustes na Nigéria. Como parte do plano de competitividade global, a companhia projeta reduzir até 7 mil posições administrativas até 2027, com metade dos custos sendo absorvidos até o fim de 2026.

PROJEÇÕES PARA O ANO FISCAL DE 2026

Para o próximo exercício, a P&G projeta crescimento total de vendas entre 1% e 5%, com crescimento orgânico entre 0% e 4%, mesmo com a descontinuação de algumas marcas e formatos. O core EPS deve variar de US$ 6,83 a US$ 7,09, com ponto médio de US$ 6,96 — uma alta de 2% em relação a 2025.

A companhia estima um impacto negativo de US$ 0,39 por ação derivado de custos com commodities, tarifas e despesas financeiras, parcialmente compensado por um efeito cambial positivo. Mesmo assim, a expectativa é manter fluxo de caixa forte, com pagamento de US$ 10 bilhões em dividendos e recompra de US$ 5 bilhões em ações ao longo do ano fiscal de 2026.

Fonte
P&G
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