P&G reporta estabilidade nas vendas orgânicas no 2º trimestre fiscal e mantém projeções para 2026
Companhia registra vendas de US$ 22,2 bilhões, impacto de custos e retração em cuidados femininos e infantis, mas reforça estratégia de crescimento integrado
A Procter & Gamble divulgou resultados financeiros do segundo trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado entre outubro e dezembro, com vendas líquidas de US$ 22,2 bilhões, crescimento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas orgânicas, que desconsideram efeitos cambiais e movimentos de aquisições e alienações, permaneceram estáveis na comparação anual.
O lucro líquido diluído por ação foi de US$ 1,78, queda de 5% frente ao ano anterior, impactado principalmente por despesas adicionais de reestruturação. Já o lucro básico por ação totalizou US$ 1,88, em linha com o registrado no mesmo trimestre do exercício anterior. O lucro líquido do período foi de US$ 4,3 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional alcançou US$ 5,0 bilhões.
Segundo a companhia, a produtividade do fluxo de caixa livre ajustado atingiu 88% no trimestre. A P&G também destacou o retorno de US$ 4,8 bilhões aos acionistas, sendo US$ 2,5 bilhões em dividendos e US$ 2,3 bilhões em recompras de ações.
“Nossos resultados no segundo trimestre nos mantêm no caminho certo para cumprir nossas metas para o ano fiscal em termos de crescimento orgânico das vendas, crescimento do lucro por ação (EPS) e produtividade do fluxo de caixa livre ajustado, em um ambiente desafiador para o consumidor e geopolítico”, disse Shailesh Jejurikar, presidente e diretor executivo.
DESEMPENHO EM CUIDADOS PESSOAIS
No segmento de cuidados com bebês, cuidados femininos e cuidados familiares, as vendas orgânicas recuaram 4% em relação ao ano anterior. Em cuidados com bebês, a queda foi de um dígito baixo, influenciada pela redução do volume unitário e por um mix geográfico desfavorável, parcialmente compensados por reajustes de preços, principalmente na América do Norte.
As vendas orgânicas de cuidados femininos também apresentaram retração de um dígito baixo, refletindo menor volume, embora tenham sido parcialmente compensadas por preços mais altos impulsionados por inovação e por um mix de produtos favorável. Já em cuidados familiares, a queda foi de dois dígitos, em função da base de comparação elevada após forte crescimento de volume no ano anterior.
PROJEÇÕES MANTIDAS PARA 2026
Para o ano fiscal de 2026, a P&G manteve a projeção de crescimento total das vendas entre 1% e 5% e crescimento orgânico entre 0% e 4%. A companhia revisou a expectativa de crescimento do lucro líquido diluído por ação para a faixa de 1% a 6%, refletindo maiores despesas não essenciais com reestruturação.
A empresa também projeta custos de commodities neutros no ano, impacto positivo do câmbio de aproximadamente US$ 200 milhões após impostos e custos adicionais relacionados a tarifas estimados em cerca de US$ 400 milhões após impostos. A expectativa de produtividade do fluxo de caixa livre ajustado permanece entre 85% e 90%, com previsão de pagamento de cerca de US$ 10 bilhões em dividendos e recompra de aproximadamente US$ 5 bilhões em ações ao longo do exercício.









